Islândia
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| Lýðveldið Ísland República da Islândia |
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| Hino nacional: Lofsöngur ("Canção de louvor") |
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| Gentílico: Islandês[1] | |
Localização da Islândia (em vermelho) No continente europeu (em amarelo claro e laranja) |
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| Capital | Reykjavík (Reiquiavique) 64°08' N 21°56' W |
| Cidade mais populosa | Reykjavik |
| Língua oficial | Islandês |
| Governo | República parlamentar |
| - Presidente | Ólafur Ragnar Grímsson |
| - Primeiro-ministro | Jóhanna Sigurðardóttir |
| Independência | da Dinamarca |
| - Direito de Governo | 1 de Fevereiro de 1904 |
| - Reconhecida | 1 de Dezembro de 1918 |
| - República | 17 de junho de 1944 |
| Área | |
| - Total | 103.000 km² (107º) |
| - Água (%) | 2,7 |
| População | |
| - Estimativa de | hab. (º) |
| - Censo 2009 | 316.252 |
| - Densidade | 3,1 hab./km² (195º) |
| PIB (base PPC) | Estimativa de 2006 |
| - Total | US$12,172 bilhões (132º) |
| - Per capita | US$40.277 (2005) (4º) |
| Indicadores sociais | |
| - Gini (2005) | 25,0 – baixo |
| - IDH (2007) | 0,969[2] (3º) – muito elevado[3] |
| - Esper. de vida | 81,8 anos (3º) |
| - Mort. infantil | 2,9/mil nasc. (1º) |
| - Alfabetização | 99,0% (18º) |
| Moeda | Coroa islandesa (ISK) |
| Fuso horário | GMT (UTC0) |
| - Verão (DST) | (UTC+1) |
| Org. internacionais | ONU, EFTA, OCDE, OTAN |
| Cód. ISO | ISL |
| Cód. Internet | .is |
| Cód. telef. | ++354 |
| Website governamental | Sítio do governo islandês, em inglês |
A Islândia, oficialmente República da Islândia (islandês: Ísland ou Lýðveldið Ísland, AFI: [ˈliðvɛltɪð ˈistlant]) é um país insular localizado no noroeste da Europa (apesar de geograficamente situar-se na dorsal meso-atlântica), entre o resto do continente e a Gronelândia (Groenlândia). Em julho de 2007, sua população era de 311.396 habitantes. Sua capital e maior cidade é Reiquiavique (Reykjavík).
A ilha é banhada pelo oceano Atlântico a sul e oeste, e pelo mar da Noruega a norte e a leste, e está separada da Gronelândia pelo estreito da Dinamarca. Os territórios mais próximos, além da própria Gronelândia, são as ilhas Feroé, a sueste, e a ilha norueguesa de Jan Mayen, a nor-nordeste. É considerado um dos melhores países do mundo para se viver, pelo fato de ter o índice de desenvolvimento humano mais elevado mundialmente[4] e à alta qualidade de vida da sua população.
Índice |
[editar] História
[editar] Primeiros assentamentos
As primeiras pessoas que provavelmente habitaram a Islândia foram monges irlandeses eremitas, que se estabeleram por lá no século VIII, porém partiram após a chegada dos nórdicos, que sistematicamente se estabeleceram na ilha no período de 870-930 d.C. O primeiro escandinavo a se fixar por essas áreas foi Ingólfur Arnarson, que construiu sua moradia em Reiquiavique em 874. Após Ingólfur, muitos outros imigrantes chegaram, principalmente nórdicos e seus escravos irlandeses. Por volta de 930, quase toda a área arável já havia sido reivindicada e o Alþingi (Althingi), um parlamento legislativo e judiciário, foi fundado com a função de um centro político do Estado livre islandês. O cristianismo foi adotado no ano 1000. O Estado durou até 1262, quando o conflito de interesses e o sistema político adotado já não satisfaziam a todos.
[editar] Idade Média
As disputas internas e as brigas civis na era sturlunga levaram ao tratado Gamli Sáttmáli ("Antigo Pacto"), que visava a união entre a Islândia e a Noruega. O domínio da Islândia passou então para os dinamarqueses no final do século XIV, quando os reinos da Noruega e da Dinamarca se uniram pelo tratado de Kalmar. Com o passar dos séculos seguintes, a Islândia foi transformando-se em um dos mais pobres países da Europa. O solo infértil, as erupções vulcânicas e o clima extremo fizeram da vida algo realmente muito difícil, ainda mais em uma sociedade que dependia quase inteiramente da agricultura. A Peste Negra eliminou grande parte da população islandesa em 1402-1404 e em 1494-1495, em ambos os períodos matando aproximadamente metade da população.[5]
Por volta do meio do século XVI, o rei Cristiano III da Dinamarca começou a impor o luteranismo em todos os assuntos. O último bispo católico na Islândia foi expulso em 1550, e então o país se tornou totalmente luterano. Durante os séculos XVII e XVIII, a Dinamarca impôs restrições comerciais bastante severas à Islândia, enquanto piratas frequentemente atacavam suas costas. Uma grande epidemia de varíola, durante o século XVIII, matou cerca de um terço da população.[6][7]
[editar] Independência e história recente
Em 1814, durante as Guerras Napoleônicas, a relação Dinamarca-Noruega rompeu-se em dois reinos distintos por meio do tratado de Kiel, e a Islândia permaneceu sob domínio dinamarquês. Severas condições climáticas durante o século XIX provocaram grandes ondas de emigração para os Estados Unidos da América e principalmente para o Canadá. Enquanto isso, um novo movimento separatista começou a ganhar impulso sob a liderança de Jón Sigurðsson, inspirado nas ideologias do nacionalismo romântico do continente europeu. Em 1874, a Dinamarca concedeu direitos à Islândia de se auto-governar, que foram expandidos em 1904. O Ato de União, um acordo com a Dinamarca assinado no dia 1 de Dezembro de 1918, reconheceu a Islândia como um estado pleno e soberano diante da Coroa dinamarquesa.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a ocupação alemã na Dinamarca em 9 de Abril de 1940 tornou a comunicação entre Islândia e a Dinamarca muito difícil. Naquele momento, o parlamento islandês declarou que o governo da ilha deveria exercer as funções antes exercidas pelo rei da Dinamarca, principalmente as suas relações estrangeiras. Um mês depois, as forças militares do Reino Unido invadiram a Islândia, violando a neutralidade islandesa. A ocupação dos aliados da Islândia durou todo o período restante da guerra. O Alþingi votou em 14 de Junho de 1941, elegendo Sveinn Björnsson como regente para o rei Cristiano X da Dinamarca.[8]
Em 1941, a responsabilidade pela ocupação passou para o exército dos Estados Unidos. No dia 31 de Dezembro de 1943, o acordo do Ato de União expirou por seus próprios termos após 25 anos. Começando em 20 de Maio de 1944, quatro dias de votação foram conduzidos para determinar em um plebiscito se a união com a Dinamarca deveria ser renovada ou se uma república deveria ser instaurada.[9] O resultado foi de 97% em favor do último, e a Islândia se tornou formalmente uma república independente no dia 17 de Junho de 1944, com Sveinn Bjornsson como seu primeiro presidente. A ocupação estrangeira retirou-se em 1946. A Islândia tornou-se membro da OTAN em 30 de Março de 1949, e em 5 de Maio de 1951, um acordo de defesa foi assinado com os Estados Unidos, onde tropas do país americano retornaram e permaneceram como parte do acordo durante toda a Guerra Fria e até ao Outono de 2006.
O período pós-guerra foi marcado por um importante crescimento econômico, através da indústria pesqueira e pela reconstrução promovida pelo Plano Marshall e pelo tipo de governo keynesiano marcante das economias europeias, promovendo ao máximo as trocas comerciais. A década de 1970 foi marcada pelas disputas com o Reino Unido sobre os limites pesqueiros da Islândia, apelidadas de Cod Wars ("Guerras do Bacalhau"). A economia foi intensamente diversificada após a entrada da Islândia na Área Econômica Europeia em 1992.
[editar] Geografia
[editar] Topografia
A Islândia está localizada no norte do Oceano Atlântico, um pouco ao sul do Círculo Ártico, que passa pela pequena ilha de Grímsey na costa norte islandesa. Diferentemente da Gronelândia, a Islândia é considerada parte da Europa e não da América do Norte, embora geologicamente a ilha pertença à ambos os continentes. Devido à semelhanças culturais, econômicas e lingüísticas, a Islândia é muitas vezes incluída na Escandinávia. Os territórios mais próximos são a Gronelândia (287 km) e as ilhas Feroé (420 km). A distância mais curta em relação ao resto do continente europeu propriamente dito é de 970 km até a Noruega.
A Islândia é a 18ª maior ilha do mundo em tamanho, e a segunda maior ilha da Europa, atrás somente da Grã-Bretanha. O país tem 103.000 km² de área, do qual lagos e glaciares cobrem 14.3% e somente 23% é coberto por vegetação.[10] Os maiores lagos são a reserva Þórisvatn: 83–88 km² e o Þingvallavatn: 82 km²; outros lagos importantes incluem o Lögurinn e o Mývatn. O Öskjuvatn é o lago mais profundo com 220 m.
A costa islandesa é repleta de fiordes, e é também na costa que a grande maioria das cidades estão localizadas, porque no interior da ilha além de muito frio, a combinação entre areia e montanhas o torna inabitável. As principais cidade são Reiquiavique, Kópavogur, Hafnarfjörður, Reykjanesbær, onde se encontra o aeroporto internacional, e Akureyri. A ilha de Grímsey, no Círculo Ártico, possui as habitações mais ao norte da Islândia.[11]
A Islândia tem quatro parques nacionais: o Jökulsárgljúfur, o Skaftafell, o Snæfellsjökull, e o Þingvellir, onde o promontório criou um anfiteatro natural.
[editar] Atividade geológica
Geologicamente, a ilha da Islândia é bastante nova. A Islândia está localizada em um ponto quente geológico causado pela pluma mantélica, e também na dorsal meso-atlântica, que passa exatamente sob o solo da ilha. Esta combinação significa que geológicamente a ilha é extremamente ativa, tendo assim muitos vulcões, entre eles o Hekla, o Eldgjá e o Eldfell. A erupção vulcânica do Laki em 1783-1784 causou a grande fome que matou quase um quarto da população.[12] A erupção provocou o aparecimento de nuvens e fumaça em grande parte da Europa e em partes da Ásia e da África por diversos meses após a erupção.
Existem muitos géiseres na Islândia, incluíndo o Geysir, no qual o nome da palavra é derivado. Devido a grande quantidade de força geotérmica e diversos rios e cachoeiras pelo país provedores de hidroeletricidade, a maioria dos residentes têm acesso à água quente por um preço bem baixo. A ilha é composta principalmente por basalto, Dióxido de silício de lava associado com o efusivo vulcanismo como o do Havaí. Porém, a Islândia possui diferentes tipos de vulcões, que produzem riólito e andesito.
A Islândia tem controle sobre Surtsey, uma das ilhas mais novas do mundo. Ela surgiu após uma série de erupções vulcânicas entre o dia 8 de Novembro de 1963 e 5 de Junho de 1968.
[editar] Clima
O clima da costa da Islândia é oceânico. A corrente quente do Atlântico Norte garante temperaturas anuais mais altas que em outros locais do mundo de mesma latitude. Os invernos são amenos e ventosos e os verões úmidos e frescos. Regiões com clima similar incluem as ilhas Aleutas, o Alasca e Terra do Fogo embora essas regiões sejam mais próximas da linha do equador. Apesar da proximidade da ilha com o Ártico, seu litoral mantém-se descongelado durante o inverno, sendo raras as ocasiões de gelo, a última ocorrendo em 1969.[13]
A ilha possui algumas variações climáticas em suas diferentes partes. Em termos gerais, a costa sul é mais quente, úmida e ventosa que o norte. As terras baixas no interior da parte norte são as mais áridas. A precipitação de neve é mais comum no norte do que no sul. As terras altas são as partes mais frias do país.
A temperatura do ar mais quente já registrada foi de 30,5 °C no dia 22 de Junho de 1939 em Teigarhorn, na costa sudeste. A mais baixa foi de -38 °C a 22 de Janeiro de 1918 em Grímsstaðir e Möðrudalur no interior nordeste. As temperaturas recordes em Reiquiavique são de 24,8 °C em 11 de Agosto de 2004, e -24,5 °C no dia 21 de Janeiro de 1918.
| Cidade | Jan | Feb | Mar | Apr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Média | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Reiquiavique[15] | 1.9 | 2.8 | 3.2 | 5.7 | 9.4 | 11.7 | 13.3 | 13.0 | 10.1 | 6.8 | 3.4 | 2.2 | Máx. | 7.0 |
| -3.0 | -2.1 | -2.0 | 0.4 | 3.6 | 6.7 | 8.3 | 7.9 | 5.0 | 2.2 | -1.3 | -2.8 | Mín. | 1.9 | |
| Akureyri[16] | 0.9 | 1.7 | 2.1 | 5.4 | 9.5 | 13.2 | 14.5 | 13.9 | 9.9 | 5.9 | 2.6 | 1.3 | Máx. | 6.7 |
| -5.5 | -4.7 | -4.2 | -1.5 | 2.3 | 6.0 | 7.5 | 7.1 | 3.5 | 0.4 | -3.5 | -5.1 | Mín. | 0.2 |
[editar] Flora e fauna
O curto espaço de tempo desde a última era do gelo, há 10.000 anos atrás, não foi suficiente para que plantas e animais migrassem ou evoluíssem na Islândia. Existem cerca de 1.300 espécies conhecidas de insetos na Islândia, o que é um tanto quanto baixa se comparado aos outros países (cerca de 925.000 são conhecidas no mundo). A única espécie nativa de mamífero quando os primeiros humanos chegaram na ilha era a raposa do ártico, que chegou no fim da era do gelo, andando pelo mar congelado. Não existem espécies nativas de reptéis ou anfíbios na ilha.
Aproximadamente três quartos da ilha não possui vegetação; a maior parte da vegetação é de grama, que regularmente é utilizada na criação de animais domésticos. A única árvore nativa é a Betula pubescens, que originalmente se encontrava em florestas que cobriam boa parte do sul da Islândia. A presença humana alterou seriamente o frágil ecossistema da ilha. As florestas foram intensamente afetadas por incêndios e madeireiras. O desmatamento causou o crescimento da erosão do solo, impedindo o crescimento de novas árvores. Atualmente, apenas alguns arbustos se mantem em reservas isoladas. O replantio das florestas de fato aumentou o número de árvores mas não chega a se comparar com o de outrora. Entre as espécies replantadas, muitas são estrangeiras.
Os animais da Islândia são a ovelha islandesa, o gado islandês, e o cavalo islandês. Muitos tipos de peixes vivem nas águas oceânicas próximas ao litoral islandês, e a indústria pesqueira é o principal contribuidor para a economia da Islândia, representando mais da metade do seu total de exportações. Mamíferos selvagens incluem a raposa ártica, mustelas, ratos, ratazanas, coelhos e renas. Em torno dos anos de 1900, ursos polares ocasionalmente visitavam a Islândia, viajando em icebergs desde a Gronelândia. Os pássaros, especialmente os de mar, são parte importante da vida animal da Islândia. Papagaios-do-mar, mandriões e gaivotas fazem ninhos nas falésias da ilha. Apesar de não permitir mais a caça comercial de baleias, ainda permite a sua caça científica, que não são incentivadas pelo Comitê Científico da Comissão Baleeira Internacional.
[editar] Demografia
A população islandesa é bastante reduzida para a extensão do território. A maioria dos islandeses descende de colonizadores noruegueses e celtas oriundos da Irlanda, e a população é notavelmente homogênea. De acordo com estatísticas do governo islandês, 99% da população vive em áreas urbanas (ou seja, em localidades com população maior do que 200 pessoas), e 60% dela vive em Reiquiavique e seus subúrbios.
Das línguas nórdicas, o islandês é a mais próxima do norueguês antigo, e tem permanecido praticamente imutável desde o século XII. Por causa da sua reduzida demografia e relativa homogeneidade, a Islândia tem características de uma sociedade fechada.
Cerca de 91% da população pertence à igreja oficial, a Igreja Evangélica Luterana, ou a outras igrejas luteranas. Entretanto, a Islândia tem completa liberdade religiosa, e outras congregações protestantes e o catolicismo também estão presentes. A mais notável congregação religiosa, e a que mais rapidamente cresceu em 2003, foi a Ásatrúarfélagið ("Comunidade Ásatrú"), que revive a religião pré-cristã da Islândia.
[editar] As 10 maiores cidades da Islândia
Lista das dez maiores cidades da Islândia. Censo de 1 de dezembro de 2008.
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[editar] Língua
A língua oficial da Islândia é o islandês, uma língua germânica que descende do nórdico antigo. O islandês sofreu menos mudanças em relação ao nórdico antigo do que outras línguas nórdicas, preservando mais inflexões verbais e nominais, e também criando novas palavras a partir de raízes nativas evitando o estrangeirismo. Atualmente, é a única língua viva a utilizar a letra rúnica Þ. O idioma mais próximo ao islandês é o feroês.
O inglês é extensamente falado e a maioria dos islandeses falam em um nível quase nativo. O dinamarquês também é muito falado entre a população. Estudar essas línguas faz parte do programa escolar obrigatório da Islândia.[17] Outros idiomas falados são o alemão, o norueguês e o sueco.
[editar] Religião
Os cidadãos islandeses gozam de liberdade religiosa de acordo com sua constituição, apesar de não existir separação entre Igreja e Estado. A Igreja Nacional da Islândia, luterana, é a Igreja do Estado. [18] O registro nacional mantém dados sobre a filiação religiosa de todos os cidadãos islandeses. Em 2005, eram divididos em:[19]
- 82.1% membros da Igreja Nacional da Islândia.
- 4.7% membros das Igrejas Livres Luteranas de Reykjavík e Hafnarfjörður.
- 2.6% sem filiação a nenhum grupo religioso.
- 2.4% membros da Igreja Católica Romana.
- 5.5% membros de organizações religiosas não registradas ou sem filiação específica.
Os restantes 2.7% estão divididos em outras crenças Cristãs ou não-Cristã (1%). Pesquisas mostram que 43% não freqüentam eventos religiosos e apenas 10% freqüenta regularmente.
[editar] Política
A política da Islândia tem lugar num quadro de uma república democrática representativa parlamentar, segundo o qual o Primeiro-ministro da Islândia é o chefe de governo, e de um sistema multi-partidário. O poder executivo é exercido pelo governo. O poder legislativo é exercido pelo governo e o parlamento, o Alþingi (Althingi). O poder judiciário é independente dos poderes executivo e legislativo.
Os islandeses vão ás urnas para eleger o presidente (eleições presidenciais), o primeiro-ministro (eleições parlamentares) e os presidentes da Câmara Municipal (eleições municipais). Cada mandato tem a duração de quatro anos.
A Islândia formalizou em Julho de 2009 a sua candidatura à União Europeia[20]. Caso as negociações sejam bem-sucedidas, irá realizar-se um referendo para que a adesão se possa efectivar. A primeira-ministra Jóhanna Sigurðardóttir é uma das principais vozes favoráveis à integração na UE, que se seguirá à pior crise orçamental da história do país.
[editar] Divisões Administrativas
A Islândia é dividida em regiões, círculo eleitorais, condados, e municípios. Existem oito regiões, que servem basicamente para propósitos estatísticos, que são:
-
- Austurland - Oeste
- Höfuðborgarsvæði - Distrito da Capital
- Norðurland Eystra - Nordeste
- Norðurland Vestra - Noroeste
- Suðurland - Sul
- Suðurnes - Península Austral ou Sudoeste
- Vestfirðir - Fiordes do Oeste
- Vesturland - Leste
Até o ano de 2003, os círculos eleitorais das eleições parlamentares eram os mesmos das regiões, mas em uma emenda da constituição, eles foram transformados nos seis círculos atuais:
-
- Norte de Reiquiavique e Sul de Reiquiavique (regiões da cidade);
- Sudoeste (quatro subúrbios em torno de Reiquiavique);
- Noroeste e Nordeste (metade norte da Islândia); e,
- Sul (metade sul da Islândia, excluindo Reiquiavique e seus subúrbios).
Essa mudança dos círculos eleitorais se deu para equilibrar o peso dos diferentes distritos do país, já que em áreas muito pouco habitadas um voto contaria muito mais do que um voto na área metropolitana de Reiquiavique. O equilíbrio dos distritos foi reduzido mas ainda existe.[21]
Os vinte e três condados da Islândia servem quase exclusivamente como divisões históricas. Atualmente, a Islândia possui vinte e seis magistrados que representam o governo em diferentes funções, como por exemplo, supervisionar a polícia local (exceto em Reiquiavique, que possui um policial especial designado), recolher taxas e tributos, administrar declarações de fraudes e corrupção e promover uniões civis (casamentos).[21] Os setenta e dois municípios da Islândia têm a função de controlar questões locais como escolas, transportes e zoneamento. Os municípios são o segundo nível de subdivisão da Islândia depois das regiões e antes dos círculos eleitorais, uma vez que estes últimos são relevantes apenas em casos de eleição e propósitos estatísticos. Reykjavík é o município mais populoso, com uma população quatro vezes maior que o segundo, Kópavogur.[21]
[editar] Economia
A economia da Islândia é de tipo capitalista, semelhante às de outros países nórdicos, com presença de um estado do bem-estar social. As taxas de desemprego são baixas, e a distribuição de rendimentos é bastante ampla.
A Islândia foi o sétimo país mais produtivo no mundo por Lista de países por PIB nominal per capita (54.858 dólares) e o quinto mais produtivo pelo PIB em paridade de poder de compra (40.112 dólares). Exceto por sua riqueza hidro-eléctrica e energia geotérmica, a Islândia não tem recursos naturais. Historicamente sua economia dependia fortemente do setor da pesca, que ainda representa cerca de 40% das receitas das exportações e emprega 8% da força de trabalho. A economia está vulnerável ao declínio dos recursos haliêuticos e queda dos preços mundiais para o seu principal material exportações: peixe e produtos de alumínio e ferro. Baleeira na Islândia tem sido historicamente significativo. Embora a economia islandesa ainda dependa fortemente da pesca, esta dependência está diminuindo a sua importância devido ao crescimento de outros setores como a indústria do turismo e outros serviços, tecnologia e várias outras indústrias. O crescimento econômico abrandou entre 2000 e 2002, mas a economia cresceu 4,3% em 2003 e 6,2% em 2004.
Embora Islândia seja um país altamente desenvolvido, ainda é um dos mais recém-industrializados na Europa. Até o século XX, ela estava entre os países mais pobres da Europa Ocidental. O forte crescimento econômico que a Islândia tem experimentado nas últimas décadas tem apenas permitido para a modernização da infra-estrutura. A coalizão do governo para continuar seus planos geralmente com políticas neoliberais de redução do défice orçamental e da balança corrente, limitando empréstimos estrangeiros, contendo a inflação, revendo políticas agrícolas e de pesca, diversificação da economia e privatização de propriedades estatais. Muitos partidos políticos continuam em oposição à adesão à UE, principalmente devido à preocupação dos islandeses em "perder o controlo sobre os seus recursos naturais".
A economia da Islândia foi diversificando a indústria transformadora e aos serviços, na última década, incluindo a produção do software, biotecnologia e serviços financeiros. O setor do turismo está em expansão, com as recentes tendências de ecoturismo e a método de "assistir" baleias. A indústria agrícola da Islândia consiste principalmente de batatas, hortaliças (em estufas), carnes e produtos lácteos.[22] O centro financeiro é Borgartún em Reykjavik, acolhendo um grande número de empresas e investimentos três bancos. O mercado acionário da Islândia, a Islândia Stock Exchange (ISE), foi criado em 1985. Os três bancos investimentos desabou em Outubro de 2008 tendo impactado a todo o setor financeiro, bolsa e divisas.
A moeda nacional da Islândia é a coroa islandesa (ISK). A Islândia do então ministro dos negócios estrangeiros Valgerður Sverrisdóttir disse em uma entrevista em 15 de Janeiro de 2007 que ela desejava analisar seriamente se Islândia pode aderir ao euro, sem ser um membro da UE. Ela acredita que é difícil manter uma moeda independente em uma pequena economia aberta no mercado europeu.[23] Uma ampla sondagem, lançado em 11 de Setembro de 2007, por Capacent Gallup mostrou que 53% dos entrevistados eram a favor da adoção do euro , 37% se opõem e 10% de indecisos.[24]
A Islândia foi classificada em 5º lugar no Índice de Liberdade Econômica em 2006 e 14º em 2008. Com um plano fiscal, o principal imposto sobre o rendimento individual é uma taxa fixa combinada com 22,75% e taxas municipais a carga fiscal total não superior a taxa é de 35,72%, e há muitas deduções.[25] A taxa de imposto sobre as empresas é uma taxa 18%, uma das mais baixas em todo o mundo.[25] Outros impostos incluem um imposto sobre o valor acrescentado e um imposto sobre o património líquido, e o emprego de regulamentos são relativamente flexível. Direitos de propriedade são fortes e Islândia é um dos poucos países onde eles são aplicados a gestão da pesca.[25] Os contribuintes pagam subsídios diferentes uns aos outros, semelhantes a países europeus com o bem-estar social, mas a despesa é menor do que na maioria dos países europeus. Apesar da baixa das taxas de imposto, a tributação global e consumo ainda é muito superior a países como a Irlanda. Segundo a OCDE, o apoio agrícola é o mais alto entre os países da OCDE e há um impedimento para a mudança estrutural. Além disso, os cuidados de saúde e educação têm gastos relativamente fraco recomendado pela OCDE. Um inquérito enconômico da OCDE sobre a Islândia em 2008 destacou os desafios da política macroeconômica e em moeda.[26] Houve uma crise monetária que teve início na Primavera de 2008 e em 6 de Outubro a negociação nos bancos da Islândia foram suspensas enquanto o governo lutapara salvar a economia.[27]
A Islândia foi classificada em primeiro lugar no relatório de Índice de Desenvolvimento Humano 2007/2008 da ONU. Os islandeses são a segunda maior nação com uma esperança de vida ao nascer de 81,8 anos. O coeficiente de Gini da Islândia é classificado como um dos países mais igualitários do mundo.
[editar] Crise econômica de 2008-2009
A Islândia foi especialmente atingida pela recessão de 2008 em curso tardia, devido à queda de seu sistema bancário e uma subsequente crise econômica. Antes da queda dos três maiores bancos da Islândia, Glitnir, Landsbanki e Kaupthing, a sua dívida combinada excedia aproximadamente seis vezes o produto interno bruto da nação de € 14 bilhões ($ 19 milhões de euros).[28][29] Em Outubro de 2008, o parlamento islandês passou a utilizar a legislação de emergência para minimizar o impacto da crise financeira. A Autoridade de Supervisão Financeira da Islândia utilizou uma permissão concedida pela legislação de emergência para assumir as operações domésticas dos três maiores bancos.[30] Funcionários do Banco Central Islandês, incluindo o governador Davíð Oddsson, afirmou que o Estado não tinha a intenção de assumir qualquer nenhuma dívidas ou ativos dos bancos estrangeiros. Em vez disso, novos bancos foram estabelecidas em torno do funcionamento interno dos bancos, e os antigos bancos serao executado em falência. A crise econômica islandesa tem sido um assunto de grande preocupação na mídia internacional.
Em 28 de outubro de 2008, o governo islandês levantou as taxas de juro para 18%, um movimento que foi obrigado, em parte pelas condições de aquisição de um empréstimo do FMI. Após a subida da taxa, a negociação sobre a coroa islandesa finalmente retomada no mercado aberto, com valor em cerca de 250 ISK por euro, menos de um terço do valor da taxa de câmbio 1:70 durante a maior parte de 2008, e uma queda significativa de 1:150 a troca da semana anterior. A Islândia recorreu aos países nórdicos para um adicional de € 4 mil milhões de euros em ajuda paraa evitar a continuação da crise.[31]
Em 26 de janeiro de 2009, o governo de coligação desabou devido à dissidência pública sobre a manipulação da crise financeira. Um novo governo de esquerda foi formado uma semana mais tarde e, imediatamente, começou a remoção do governador do Banco Central, Davíð Oddsson, e de seus assessores ao banco através de mudanças na lei. Oddsson foi retirado em 26 de Fevereiro de 2009.[32]
[editar] Infra-estrutura
[editar] Transportes
1.Reykjavík
2.Borgarnes
3.Blönduós
4.Akureyri
5.Egilsstaðir
6.Höfn
7.Selfoss.
A estrutura social da Islândia é muito dependente de seu carro pessoal. Os islandeses têm um dos níveis mais elevados de propriedade automóvel per capita: em média, um carro por habitante com idade superior a 17 anos.[33] A maioria dos islandeses vai de carro para o trabalho, escola ou outras atividades.
A Islândia tem 13.034 quilómetros de rodovias administradas, dos quais 4.617 km são pavimentadas e 8.338 km não são. Até a segunda metade do século XX, a situação do país permitia apenas a construção estradas perto das maiores cidades. Atualmente, as estradas estão sendo melhoradas ao longo de todo o país, e rodovias estão sendo construídas em torno de Reykjavík. Um grande número de estradas ainda permanece sem asfalto. O limite de velocidade é 50 quilómetros por hora em cidades, 80 km/h nas estradas de cascalho e 90 km/h é o limite em auto-estradas pavimentadas.[34] Atualmente a Islândia não possui rede ferroviária.
A Rota 1 ou Anel Rodoviário (islandês: Þjóðvegur 1 ou Hringvegur) é uma via principal na Islândia, que corre em volta da região habitada da ilha, e conecta todas as suas partes (o interior da ilha é amplamente desabitado). A estrada é longa (1.337 km), e tem uma pista em cada sentido, salvo perto de grandes cidades e no Túnel Hvalfjörður, onde tem mais faixas. A maioria das pequenas pontes sobre ela possui uma única pista e são feitas de madeira e/ou de aço. A maior parte do comprimento da estrada é pavimentada com asfalto, no leste 5 km de estrada estão atualmente não está asfaltada, sendo pavimentada com cascalho.
O principal centro de transporte internacional é o Aeroporto Internacional Keflavík, que serve Reykjavík, e o país em geral. O aerporto está situado a 48 km (30mi) a oeste de Reykjavík. Voos domésticos, voos para a Gronelândia e para as Ilhas Faroé, e voos fretados operam principalmente fora de Aeroporto de Reykjavík, que fica no centro da cidade. A maior parte do tráfego da aviação geral também está em Reykjavík. Existem 103 aeroportos e aeródromos registado na Islândia, a maioria deles não asfaltado e estão localizados em áreas rurais.
[editar] Energia
Fontes renováveis fornecem praticamente toda a eletricidade da Islândia e mais de 70% da energia total da nação, com a maior parte do restante vindo de óleo importado usado no transporte e na frota pesqueira.[35][36] A Islândia espera ser autosuficiente em energia até 2050. A maior usina geotérmica da Islândia está localizada em Nesjavellir, enquanto a represa de Kárahnjúkar será a maior usina hidroelétrica do país.
Os islandeses emitem 10 toneladas de CO2 equivalentes a gases do efeito estufa per capita, o que é mais alto do que muitas nações europeias. Isto é devido ao vasto uso de transporte privado e uma grande frota pesqueira. A Islândia é um dos poucos países que possuem estações de abastecimento do combustível hidrogênio para carros que rodam à células combustível. É também um dos poucos países atualmente capazes de produzir hidrogênio em quantidades adequadas a um custo razoável, por causa das muitas fontes de energia renováveis do país.
Islândia nunca produziu óleo ou gás. Em 22 de janeiro de 2009, foi anunciado a primeira rodada de licenciamento offshore a companhias buscando explorar hidrocarbonetos em um região no nordeste da Islândia, conhecida como área Dreki.[37]
[editar] Cultura
A cultura islandesa possui suas raízes nos vikings e nas tradições nórdicas. A Literatura islandesa é popular, em particular as sagas islandesas e as eddas, que foram escritas durante os primeiros assentamentos. Os islandeses dão bastante importância à independência e à auto-suficiência; em uma pesquisa da Comissão Europeia, mais de 85% dos islandeses declararam a independência como algo de grande importância, sendo contrastante com a média europeia (53%), a Noruega (47%) e a Dinamarca (49%). [38]
Algumas crenças tradicionais se mantêm até hoje; por exemplo, alguns islandeses acreditam em elfos.[39] A Islândia possui o maior IDH do mundo e foi recentemente classificada como o quarto país mais feliz do mundo.[40]
A Islândia é bem liberal em termos de lesbianismo, bissexualismo e transgêneros (GLBT). Em 1996, o parlamento passou uma lei criando a união registrada de casais de mesmo sexo, cobrindo quase todos os direitos e benefícios do casamento. Em 2006, por unanimidade, uma nova lei assegurou os mesmos direitos de adoção e inseminação assistida de casais de sexos diferentes para casais de mesmo sexo.
[editar] Literatura e artes
Os trabalhos literários mais famosos da Islândia são suas sagas, prosas épicas situadas na Islândia na época dos primeiros assentamentos. Entre as mais famosas estão a Njáls saga ("saga de Njál"), a Grœnlendinga saga ("saga dos gronelandeses") e a Eiríks saga ("saga de Eric, o Vermelho), descrevendo o descobrimento e povoamento da Gronelândia e da Terra Nova e Labrador. A Egils saga ("saga de Egil"), a Laxdœla saga ("saga de Laxdæla"), a Grettis saga ("saga de Grettis") e a Gísla saga Súrssonar ("saga de Gísli Sursson") estão entre as sagas islandesas mais conhecidas e populares. Em 1262, a Islândia se uniu à monarquia norueguesa, perdeu sua independência, e então começou a sofrer um grande declínio na produção literária. Uma importante tradução da Bíblia ocorreu no século XVI. Em tempos mais recentes, a Islândia formou grandes escritores, sendo o mais famoso Halldór Laxness, que recebeu o Prémio Nobel de Literatura em 1955. Steinn Steinarr é considerado por muitos o primeiro poeta modernista islandês.
A paisagem é figura constante em pinturas islandesas renomadas. Isso se dá pelo fato de que o nacionalismo e sentimento de independência eram muito fortes neste período.
A pintura islandesa contemporânea está tipicamente ligada ao trabalho de Þórarinn Þorláksson que, após obter uma educação formal em arte na década de 1890 em Copenhague, retornou a seu país para pintar e exibir suas obras, de 1900 até sua morte, em 1924, retratando quase que exclusivamente a paisagem islandesa. Diversos outros homens e mulheres islandeses estudaram na Academia da Dinamarca àquela época, entre eles Ásgrímur Jónsson, que, juntamente com Þórarinn criou retratos distintos do cenário islandêns num estilo romântico e naturalista. Outros artistas seguiram os passos de Þorláksson e Jónsson, entre eles Jóhannes Kjarval, Jón Stefánsson, Myléna Matossir e Júlíana Sveinsdóttir. Kjarval em particular é famoso por sua técnica distinta de aplicação de tinta que desenvolveu de maneira intencional, para retratar de forma mais real as rochas vulcânicas que dominam o meio-ambiente da ilha. Einar Hákonarson é um pintor expressionista e figurativo que trouxe a figura de volta à pintura islandesa.
A arquitetura islandesa segue as influências escandinavas. A escassez de árvores nativas fez com que casas tradicionais fossem cobertas por grama.
[editar] Desportos
Os desportos (esportes) são parte integrante da cultura islandesa. O desporto mais tradicional na Islândia é o Glíma, uma espécie de luta que se pensa ter sido criada pelos vikings.
Os desportos mais populares são o futebol, onde destaca-se Eidur Gudjohnsen, jogador do Barcelona, o atletismo, o andebol e o basquetebol. O andebol por equipe é tido como o esporte nacional da Islândia, sendo um dos mais bem colocados no mundo. A mais recente conquista foi a medalha de prata olímpica no torneio masculino dos Jogos de Beijing 2008.
O futebol feminino da Islândia, surpreendentemente por seu tamanho diminuto, é a décima-oitava melhor equipe do mundo pelo ranking da FIFA. O país possui excelentes condições para a escalada em neve e pedra. A Islândia também possui o maior número de vitórias em competições de homem mais forte do mundo.
A associação mais antiga da Islândia é a Associação de Tiro de Reiquiavique, fundada em 1867. Essa modalidade se tornou popular durante o século XIX e era bastante encorajada pelos políticos e simpatizantes pela independência. O tiro continua popular, principalmente com armas de pequeno porte.[41]
[editar] Culinária
A maioria das comidas tradicionais da Islândia é servida de peixe, carneiro e laticínios. Þorramatur é a comida nacional. Consiste de vários pratos, sendo usualmente consumido no mês de Þorri, no calendário nórdico.
A dieta islandesa hoje em dia é muito diversa, englobando a culinária de diversos lugares do mundo. O pequeno almoço (café-da-manhã) típico inclui pães (tais como o Laufabrauð), cereais e frutas. Assim como em outras sociedades ocidentais, restaurantes de fast-food são muito populares.
[editar] Entretenimento
Os maiores canais de televisão da Islândia são o Sjónvarpið, estatal, e os privados Stöð 2 e Skjár einn. Canais menores existem, porém a maioria de âmbito local. Transmissões de rádio são recebidas em todo o país, inclusive em algumas partes do interior. As principais estações de rádio são a Rás 1, a Rás 2 e a Bylgjan. Os jornais diários são o Morgunblaðið, o Fréttablaðið e o 24 stundir. Os sítios de intenet mais populares no país são o Vísir e o Mbl.is.[42]
A Islândia é o local de origem do programa animado LazyTown (em islandês: Latibær), do canal Nick Jr., um programa infantil criado por Magnús Scheving. Tornou-se muito popular entre crianças e adultos de mais de 98 países, incluindo Estados Unidos, Canadá, Suécia e América Latina.[43] Os estúdios do LazyTown se localizam em Garðabær.
[editar] Música
A música islandesa se relaciona com a música nórdica, e inclui muitas tradições folclóricas populares. Entre os mais famosos estão o grupo de música medieval Voces Thules, o grupo de rock alternativo The Sugarcubes, as cantoras Björk e Emiliana Torrini; e o grupo Sigur Rós. O hino nacional da Islândia é o "Lofsöngur", escrito por Matthías Jochumsson, com música de Sveinbjörn Sveinbjörnsson [44].
A música tradicional da Islândia é extremamente religiosa. Hallgrímur Pétursson escreveu muitos hinos protestantes durante o século XVII. Esse tipo de música se modernizou no século XIX, quando Magnús Stephensen introduziu o órgão, que mais tarde foram substituídos pelas gaitas. Outra tradição da música islandesa é a balada épica aliterativa chamada de Rímur, que geralmente é cantada a cappella seguindo rimas rigorosas.
A música contemporânea islandesa consiste de artistas como Sálin hans Jóns míns, Á móti sól, Rockstar: Supernova, Magni Ásgeirsson, Írafár, Í Svörtum Fötum, Quarashi, Bang Gang, Amiina, Skítamórall, Bubbi Morthens, Megas, Björgvin Halldórsson, e Páll Rósinkranz. A cena independente é bem forte na Islândia, com bandas como Múm, Sigur Rós e Mugison que são relativamente conhecidos fora da Islândia.
Muitos artistas e grupos alcançaram sucesso internacional, principalmente Björk, Sigur Rós, Quarashi, Ampop, Mínus e múm. O festival de música mais conhecido do país é o Iceland Airwaves, um evento anual em que bandas nacionais e internacionais ocupam os clubes de Reiquiavique por uma semana.
[editar] Feriados
| Data | Nome em português | Nome local | Observações |
|---|---|---|---|
| De 18 de Janeiro a 16 de Fevereiro | Festa de Meio-Inverno | Þorrablót | Antiga tradição viking, conhecida pela variedade de comidas, que inclui cabeça de cordeiro assada e carne de tubarão estragada. |
| 17 de Junho | Dia da Independência da Islândia. | Þjóðhátíðardagur Íslands. | Nesse dia, em 1944, a Islândia tornou-se independente da Dinamarca. |
| 31 de Dezembro | Ano Novo, literalmente, Dia do ano velho, | Gamlársdagur | Os fogos de artifício estouram quase ininterruptamente da véspera de Natal até ao dia 6 de Janeiro. |
Referências
- ↑ Dicionário de Gentílicos e Topónimos (em português). Portal da Língua Portuguesa. Página visitada em 13 de julho de 2009.
- ↑ PNUD, [1], 05 de Outubro de 2009
- ↑ Ranking do IDH (em Inglês). Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (18/12/2008). Página visitada em 02/01/2009.
- ↑ Nações Unidas: Human development index, acessado em 30 de dezembro de 2007
- ↑ 6th-10th century AD
- ↑ Iceland: Milestones in Icelandic History
- ↑ The History of Iceland (Gunnar Karlsson)
- ↑ Sveinn Bjornsson, Current Biography 1944, (The H.W. Wilson Company, 1944), págs 47-49
- ↑ Idem at pág .48
- ↑ [2]
- ↑ CIA -The World Factbook -- Iceland
- ↑ Holoceno climático
- ↑ Climate, History and the Modern World; Lamb H., 1995, Longman Publ.
- ↑ Informação Climática islandesa (Introdução em Inglês), Veðurstofa Íslands (Instituto Meteorológico Islandês)
- ↑ Estação Meteorológica de Reykjavík (#1) do sítio acima
- ↑ Estação Meteorológica de Akureyri (#422) do sítio acima
- ↑ Iceland Export Directory
- ↑ [3]
- ↑ CIA Factbook
- ↑ Público. Islândia formaliza candidatura à União Europeia.
- ↑ 21,0 21,1 21,2 [4]
- ↑ CIA - The World Factbook -- Iceland (mdy). Demographics. United States Government (20 July 2006). Página visitada em 20 July 2007.
- ↑ Spongenberg, Helena. "Slovenia celebrates full entry into euro club", 2007-01-15. Página visitada em 2007-01-16.
- ↑ "Euro support in Iceland hits five-year high", Reuters, 2007-09-11. Página visitada em 2008-01-02.
- ↑ 25,0 25,1 25,2 Index of Economic Freedom 2008 - Iceland
- ↑ Economic survey of Iceland 2008
- ↑ Bank default worries slam Iceland's currency
- ↑ BBC News (2009). Waking up to reality in Iceland. Página visitada em 2009-01-27.
- ↑ BBC NEWS | The Reporters | Robert Peston. Bbc.co.uk (2008-10-04). Página visitada em 2009-07-08.
- ↑ Gud velsigne Island! ( Finanskrisen , Makro og politkk , Utenriks ). E24.no (2008-10-06). Página visitada em 2009-07-08.
- ↑ Iceland Raises interest rates after global bank run[ligação inativa]
- ↑ [5][ligação inativa]
- ↑ Avant.is. Avant.is. Página visitada em 2009-07-08.
- ↑ Driving in Iceland: Iceland Driving Tips for Visitors - How to Drive in Iceland - Driving Tips for Iceland Travelers - Driving Cars in Scandinavia. Goscandinavia.about.com (4 de dezembro de 2007). Página visitada em 8-7-2009.
- ↑ Gross energy consumption by source 1987-2005 (em islandês). Statistics Iceland. Página visitada em 13 de julho de 2009.
- ↑ http://www.statice.is/?PageID=1230&src=/temp_en/Dialog/varval.asp?ma=IDN02101%26ti=Installed+capacity+and+generation+in+public+power+plants+1976-2007+%26path=../Database/idnadur/orkumal/%26lang=1%26units=Megawatt/Gigawatt%20hour%20/percent
- ↑ Iceland Opens First-Ever Offshore Licensing Round - Phaedra Friend, January 22 2009, RigZone.com
- ↑ Eurobarometro de Junho de 2005 p.35
- ↑ New York Times
- ↑ [6]
- ↑ Skotfélag Reykjavíkur
- ↑ [7]
- ↑ [8]
- ↑ O hino nacional da Islândia
[editar] Ver também
- Bandeira da Islândia
- Brasão de armas da Islândia
- Hino nacional da Islândia
- Lista de presidentes da Islândia
- Lista de primeiros-ministros da Islândia
- Literatura da Islândia
[editar] Ligações externas