Após a morte de João Gonçalves, a capitania entrou em declínio, ficando à mercê de malfeitores e propiciando a continuidade do contrabando de madeira.
Para as jornadas, o ouvidor-geral Martim Leitão formou uma tropa constituída por brancos, índios, escravos e até religiosos. Quando aqui chegaram se depararam com índios que sem defesa, fogem e são aprisionados. Ao saber que eram índios tabajaras, Martim Leitão manda soltá-los, afirmando que sua luta era contra os potiguaras (rivais dos Tabajaras). Após o incidente, Leitão procurou formar uma aliança com os Tabajaras, que por temerem outra traição, a rejeitaram.
Depois de um certo tempo Leitão e sua tropa finalmente chegaram aos fortes (Forte de São Filipe|São Filipe e Santiago), ambos em decadência e miséria devido as intrigas entre espanhóis e portugueses. Com isso Martim Leitão nomeou o espanhol conhecido como Francisco Castejón para o cargo de Frutuoso Barbosa. A troca só fez piorar a situação. Ao saber que Castejón havia abandonado, destruído o Forte e jogado toda a sua artilharia ao mar, Leitão o prendeu e o enviou de volta à Espanha.
Ver artigos principais: Mesorregiões da PB, Microrregiões da PB e Municípios da PB.
O estado da Paraíba é dividido em quatro (4) mesorregiões, vinte e três (23) microrregiões e duzentos e vinte e três (223) municípios, segundo o IBGE.
[editar] Símbolos oficiais
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A bandeira da Paraíba foi adotada pela Aliança Liberal em 25 de setembro de 1930, por meio da Lei nº 704, no lugar de uma antiga bandeira do estado, que vigorou durante quinze anos (de 1907 a 1922). O povo não teve qualquer poder na definição deste símbolo. Ela foi idealizada nas cores vermelha e preta, sendo que o vermelho representa a cor da Aliança Liberal e o preto, o luto que se apossou da Paraíba com a morte de João Pessoa, presidente do estado em 1929 e candidato a vice-presidente do Brasil em 1930, ao lado de Getúlio Vargas como candidato à Presidência. Para muitos, o vermelho significa sangue derivado da violência da morte de João Pessoa e o preto o luto por isso. São portanto dois aspectos considerados macabros para compor um símbolo estadual.
A palavra "NEGO" que figura na bandeira é a conjugação do verbo "negar" no presente do indicativo da primeira pessoa do singular (era ainda utilizado com acento agudo na letra "e", isto quando foi adotada a bandeira em 1930), remetendo à não aceitação, por parte de João Pessoa, do sucessor indicado pelo então presidente do Brasil, Washington Luís. Posteriormente, em 26 de julho de 1965, a bandeira rubro-negra foi oficializada pelo governador do estado, Pedro Moreno Gondim, através do Decreto nº 3.919, como "Bandeira do Négo" (ainda com acento agudo na letra "e"), em vigor até os dias atuais. A palavra Nego constitui um verbo negativo por natureza. Forma-se aí a tríade de componentes macabros numa mesma bandeira. Nenhum outro estado da federação possui algo semelhante.
O preto ocupa um terço da bandeira; o vermelho, dois terços. A palavra Nego está posta sobre a cor vermelha.
[editar] Brasão de Armas
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O Brasão da Paraíba foi oficializado pelo Presidente da Província da Paraíba, Castro Pinto (1912-1915). Ele é usado como timbre nos papéis oficiais. Observando-se seu desenho, vê-se que é formado por três ângulos na parte superior e um na parte inferior. Contém estrelas, que respeitam a divisão administrativa do Estado. No alto, uma estrela maior, com cinco pontas e um círculo central, onde se vê um barrete frígio significando liberdade.
No interior do escudo, há duas paisagens: um homem guiando o rebanho (sertão) e o sol nascente (litoral). Circundando-o, encontra-se uma ramagem de cana-de-açúcar à esquerda, e à direita, uma de algodão. As duas ramagens são presas por um laço, em cujas faixas está inscrita a data de fundação da Paraíba: 5 de agosto de 1585.
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Tropical úmido no litoral, com chuvas abundantes. À medida em que nos deslocamos para o interior, depois da Serra da Borborema, o clima torna-se semi-árido e sujeito a estiagens prolongadas e precipitações abaixo dos 500mm, as temperaturas médias anuais ultrapassam os 26°C, com algumas exceções no Planalto da Borborema onde a temperatura é de 24°C.
Imagem de satélite do relevo da Paraíba.
A maior parte do território paraibano é constituída por rochas resistentes, e bastante antigas, que remontam a era pré-cambriana com mais de 2,5 bilhões de anos.
Elas formam um complexo cristalino que favorecem a ocorrência de minerais metálicos, não metálicos e gemas. Os sítios arqueológicos e paleontológicos, também resultam da idade geológica desses terrenos.
- No litoral temos a Planície Litorânea que é formada pelas praias e terras arenosas.
- Na região da mata, temos os tabuleiros que são formados por acúmulos de terras que descem de lugares altos.
O Planalto da Borborema ou Chapada da Borborema é o mais marcante acidente do relevo do estado. Na Paraíba ele tem um papel fundamental no conjunto do relevo, rede hidrográfica e nos climas. As serras e chapadas atingem altitudes que variam de 300 a 800 metros de altitude.
A Serra de Teixeira é uma das mais conhecidas, com uma altitude média de 700 metros, onde se encontra o ponto culminante da Paraíba, a saliência do Pico do Jabre, que tem uma altitude de 1.197 metros acima do nível do mar, e fica localizado no município de Maturéia.
[editar] Hidrografia
Na hidrografia da Paraíba, os rios fazem parte de dois setores, Rios Litorâneos e Rios Sertanejos.
Rios Litorâneos - são rios que nascem na Serra da Borborema e vão em busca do litoral paraibano, para desaguar no Oceano Atlântico. Entre estes tipos de rios podemos destacar: o Rio Paraíba, que nasce no alto da Serra de Jabitacá, no município de Monteiro, com uma extensão de 360 km de curso d'água e o maior rio do estado. Também podemos destacar outros rios, como o Rio Curimataú e o Rio Mamanguape.
Rios Sertanejos - são rios que vão em direção ao norte em busca de terras baixas e desaguando no litoral do Rio Grande do Norte. O rio mais importante deste grupo é o Rio Piranhas, que nasce na Serra de Bongá, perto da divisa com o estado do Ceará. Esse rio é muito importante para Sertão da Paraíba, pois através desse rio é feita a irrigação de grandes extensões de terras no sertão. Tem ainda outros rios, como o Rio do Peixe, Rio Piancó e o Rio Espinhara, todos afluentes do Rio Piranhas. Os rios da Paraíba estão inseridos na Bacia do Atlântico Nordeste Oriental e apenas os rios que nascem na Serra da Borborema e na Planície Litorânea são perenes. Os outros rios são temporários e correm em direção ao norte, desaguando no litoral do Rio Grande do Norte.
Vista da Pedra do Cordeiro município de
Belém.
A vegetação litorânea do estado da Paraíba apresenta, matas, manguezais e cerrados, que recebem a denominação de "tabuleiro", formado por gramíneas e arbustos tortuosos, predominantemente representados, entre outras espécies por batiputás e mangabeiras. Formadas por floresta Atlântica, as matas registram a presença de árvores altas, sempre verdes, como a peroba e a sucupira. Localizados nos estuários, os manguezais apresentam árvores com raízes de suporte, adaptadas à sobrevivência neste tipo de ambiente natural.
A vegetação nativa do planalto da Borborema e do Sertão caracteriza-se pela presença da caatinga, devido ao clima quente e seco característico da região. A caatinga pode ser do tipo arbóreo, com espécies como a baraúna, ou arbustivo representado, entre outras espécies pelo xique-xique e o mandacaru.
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Agricultura: Milho, fator econômico.
A economia se baseia na agricultura (principalmente de cana-de-açúcar, abacaxi, fumo, graviola, juta, umbu, caju, manga, acerola, mangaba, tamarindo, mandioca, milho, sorgo, urucum, pimenta-do-reino, castanha de caju, arroz, café e feijão); na indústria (alimentícia, têxtil, couro, calçados, metalúrgica, sucroalcooleira), na pecuária (de modo mais relevante, caprinos, na região do Cariri) e no turismo. O PIB do estado em 2006 foi de R$ 19.953.193.000,00.
O transporte marítimo é fundamental à economia paraibana. As exportações e importações são operadas principalmente através do Porto de Cabedelo.
As dez maiores economias da Paraíba - PIB dos principais municípios (Dados 2006 - fonte IBGE) (valores em R$ 1.000,00), são João Pessoa com 5.966.595, Campina Grande com 2.718.189, Cabedelo com 1.524.654, Santa Rita com 739.280, Bayeux com 444.259, Patos com 413.028, Sousa com 309.528, Caaporã com 299.857, Cajazeiras com 285.326 e Conde com 210.440
[editar] Demografia
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Segundo dados estatísticos do IBGE, a Paraíba contava em 2000 com uma população aproximadamente de 3.443.825 habitantes, o que correspondia a 0,8 % da população brasileira, hoje a população é de 3.769.977, correspodente a 1,9%, sendo a Paraíba uma das unidades da federação de menor surpefiicie. Um censo de 2000, diz que a população urbana da Paraíba é de 71,1%. A densidade demográfica estadual é de 64,52 hab./km². A população da Paraíba é em sua maioria são Pardos, somando 52,29%, seguido pelos Brancos, com 42,59%; Pelos Negros, com 3,96%; Pelos Amarelos ou Indígenas, com 0,36% e os sem declaração, com 0,79%.
[editar] Municípios mais populosos
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Segundo estimativas do IBGE (2009), a população paraibana é de aproximadamente 3.769.977 habitantes, o que confere ao estado uma densidade de cerca de 64,52 hab./km².
A população paraibana concentra-se principalmente mais cidades de João Pessoa e Campina Grande, sendo que estas duas cidades juntas perfazem 40% da população do estado. Os municípios mais populosos são: João Pessoa, com 702.235 habitantes; Campina Grande, com 383.744 habitantes; Santa Rita, com 126.755 habitantes; Patos, com 100.732 habitantes; Bayeux, com 96.198 habitantes; Sousa com 65.930 habitantes; Cajazeiras, com 57.875 habitantes e Guarabira, com 56.136 habitantes.
Assim como o povo brasileiro, o paraibano é fruto de uma forte miscigenação entre o branco europeu, os índios locais e os negros africanos. Sendo assim, a população é essencialmente mestiça, e o paraibano médio é predominantemente fruto da forte mistura entre o europeu e o indígena, com alguma influência africana (os caboclos predominam entre os pardos, que representam em torno de 60% de toda população). A menor presença negra na composição étnica do povo deve-se ao fato de a cultura canavieira no estado não ter sido tão marcante como na Bahia, no Maranhão ou em Pernambuco, o que ocasionou a vinda de pouca mão-de-obra africana.
Apesar da forte mestiçagem do povo, há, contudo, ainda hoje, bolsões étnicos em várias microrregiões: como povos indígenas na Baía da Traição (em torno de 12 mil índios potiguaras), mais de uma dúzia de comunidades quilombolas florescendo em vários municípios do Litoral ao Sertão, e a parcela da população (em torno de um terço do total) de comprovável ascendência européia, que vive principalmente nos grandes centros urbanos e nas cidades ao longo do Brejo e do Alto Sertão.
Entre os mestiços, os mulatos predominam no litoral centro-sul paraibano e no agreste, os caboclos em todo o interior e no litoral norte. Já os cafuzos são raros e dispersos. O Dia do Mestiço é data oficial no estado.[5]
Segundo dados do Censo 2000 do IBGE [4] (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 52,29% dos paraibanos se declararam pardos, 42,59% brancos, 3,96% negros e apenas 0,36% se avaliaram amarelos ou indígenas (0,79% não souberam ou quiseram se declarar sua raça). Esses números, entretanto, devem ser analisados com cautela porque há ainda no Brasil uma tendência a se declarar mais para claro do que para escuro, embora isso venha mudando recentemente em virtude de uma autoconscientização social gerada por um maior grau de instrução da população e pela divulgação de campanhas pelo governo e pela mídia.
[editar] Grupos étnicos
Antes da chegada dos europeus, a Paraíba era habitada por dois grupos principais: os tupis e os cariris. A maioria dos índios que habitavam a região da Paraíba estava de passagem do período paleolítico para o neolítico, e a língua falada por eles era o tupi-guarani, utilizada também pelos colonos na comunicação com eles.
Tupis — eram formados pelos potiguaras, tribo mais numerosa que ocupava a região do litoral norte, e pelos tabajaras, os quais tinham uma população que girava em torno de cinco mil índios no início da colonização e eram pacíficos e amistosos, tendo fundado Jacoca (Conde), Alhandra e Taquara, no litoral sul. Apesar de pertencerem ao mesmo tronco tupi e terem um cultura comum, ambos povos viviam em constantes guerras entre si e em incessante locomoção pelo litoral.
Cariris — eram mais numerosos que os tupis e ocupavam uma ampla região, que ia desde o Planalto da Borborema para além dos limites com o Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Diziam que haviam vindo de um “grande lago” e se dividiam em cariris velhos e cariris novos. Eram formados pelas tribos sucurus ou xucurus, icós, ariús, pegas, paiacus, caicós e janduís. Destes, os pegas e os sucurus ficaram conhecidos por seu caráter belicoso e por suas lutas contra os bandeirantes. Em virtude disso, a região dos cariris novos foi conquistada depois da dos novos.
Ainda no início da colonização, alguns indígenas tiveram papel expressivo na defesa da Região Nordeste (particularmente do Nordeste Oriental) contra os estrangeiros inimigos: o índio Piragibe fomentou a paz na conquista da Paraíba. Já Tabira lutou contra os franceses, enquanto Felipe Camarão (o índio Poti) enfrentou os holandeses e foi herói na Batalha dos Guararapes.
Na Paraíba, o empreendimento do comércio negreiro iniciou-se logo após o Decreto Real de 1559, da Regente Catarina de Áustria, permitindo aos engenhos comprar cada um doze escravos. O escravo era mercadoria cara, seu valor médio oscilava entre 20 e 30 libras esterlinas. Portanto, em virtude do pequeno desenvolvimento da cultura canavieira no estado e dos altos preços destes, a presença negra foi mais tímida que em muitos estados nordestinos – embora culturalmente tenha tido bastante influência, tendo em vista que a presença negra trouxe como herança manifestações culturais, religiosas e influência na culinária, no vocábulo e na maneira de falar.
Hoje em dia, há diversas comunidades quilombolas oficialmente reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares. Caiana dos Crioulos foi reconhecida em 1997, Talhado (quilombo) em 2004 e Engenho Bonfim (quilombo), Pedra d'Água (quilombo), Matão (quilombo) e Pitombeira (quilombo) obtiveram a certidão de reconhecimento em 2005. Ao todo, foram identificadas mais de 15 comunidades remanescentes de quilombos.
[editar] Portugueses
Os europeus que vieram para o estado eram predominantemente portugueses, isso desde o início da colonização no século XVI. Estes chegaram à Paraíba provenientes principalmente da Capitania de Pernambuco. O pequeno número de mulheres brancas na época estimulou logo cedo a miscigenação com mulheres das tribos locais e, em menor escala, com as mulheres escravas, sedimentando a base da população atual.
Algumas famílias, entretanto (principalmente das classes sociais mais altas), preferiram manter uma linhagem mais europeia e casavam entre si.
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A partir do meio do século XIX até o início do século XX várias famílias italianas escolheram a Paraíba para se fixar. As primeiras levas coincidiram com a época da independência do Brasil e da abolição da escravatura no Brasil e crescente necessidade de realocação dessa mão-de-obra.
Muitas famílias (Zaccara, Milanez, Grisi, Troccoli, Ciraulo, Cantisani, Cantalice, Di Lascio, Di Lorenzo, Spinelli, Falcone, Faraco, Toscano, entre outras) vieram logo após chegarem ao país pelos portos de Recife e de Santos. Outras saíram de suas colônias na região Sul/Sudeste do país em busca de oportunidades mais ao norte. Os Toscanos formam uma das famílias italianas mais expressivas da Paraíba, de fato, a história da família no Brasil começou na Paraíba na década de 1700, existe um famoso livro que conta a origem dos Toscano de Brito no Nordeste. Um dos membros da família é Felizardo Toscano de Brito, o 1º vice-presidente da província da Paraíba.
A maioria deles se estabeleceram na capital e no Brejo Paraibano, região de clima mais ameno, em razão das altas altitudes do Planalto da Borborema, das chuvas regulares e dos solos férteis. As condições econômicas pouco favoráveis no estado na época não favoreceram a vinda de muitos italianos, como aconteceu no sul do Brasil. Entretanto, sua presença foi muito marcante na vida sócio-econômica e cultural, já que sempre ocuparam postos-chave na vida político-social do estado (eram negociantes, médicos, arquitetos, políticos etc.).
No começo do século XX, em torno de 80 famílias alemãs chegaram ao estado para trabalhar na Companhia de Tecidos Rio Tinto [6] (então de propriedade dos Lundgren, família paraibana de origem sueca). Em 18 de agosto de 1945, os operários brasileiros da fábrica de tecidos invadiram os chalés e casas dos alemães, quebrando tudo e exigindo que os estrangeiros fossem deportados. Tanto no país quanto em Rio Tinto ardia o ódio advindo do torpedeamento de navios da Marinha Mercante do Brasil por submarinos alemães durante a Segunda Guerra Mundial.
Com a situação mais calma, a Companhia de Tecidos Rio Tinto acionou judicialmente o Estado em busca da indenização dos prejuízos, nunca obtida. Os alemães, enquanto isso, lá permaneceram para insatisfação dos locais. Em 1963, um ex-operário da fábrica, o torneiro mecânico Antonio Fernandes de Andrade, elege-se prefeito municipal e trabalha contra os interesses dos Lundgren. A partir de então, os Lundgren mostram-se desestimulados para continuar a contratar estrangeiros.
Com o passar dos anos, os alemães se integraram à cultura local, casando-se com paraibanos e deixando como herança os traços em seus descendentes e na arquitetura dos prédios imponentes de Rio Tinto. Nos idos dos anos 40, Rio Tinto era considerada a mais européia das cidades paraibanas, em virtude da notória influência alemã.
[editar] Neerlandeses
Na época da invasão holandesa, entre 1634 e 1654, embora a miscigenação não tenha sido oficialmente estimulada, há relatos de muitas uniões interraciais. A falta de mulheres holandesas estimulou a miscigenação e mesmo o casamento entre oficiais holandeses e filhas de abastados senhores de engenho luso-brasileiros,[7] e mais informalmente destes com índias, negras, caboclas e mulatas. A herança genética dessas uniões pode ser vista mesmo hoje em dia nos traços de parte da população, principalmente no litoral.[7]
Houve famílias judias que vieram para o Nordeste e para a Paraíba expulsas de Portugal na época da Santa Inquisição, como degredados. Posteriormente, muitas emigraram para as Antilhas Holandesas e para o Suriname, embora outras tenham preferido se estabelecer, integrando-se à sociedade.
Segundo censo do IBGE em 2000, dos 3.443 825 pesquisados no Estado da Paraíba, declararam-se segundo o credo:[8][9]
| Religião |
Praticantes |
| Católicos |
2.897.900 pessoas |
| Protestantes |
322.843 pessoas |
| Espíritas |
12.804 pessoas |
| Religiões Afro-brasileiras |
1.408 pessoas |
| Religiões Orientais |
357 pessoas |
| Outras religiões |
20.970 pessoas |
| Sem religião |
180.671 pessoas |
| Não determinado |
2.510 pessoas |
[editar] Infra-estrutura
Resultados no ENEM
| Ano |
Português |
Redação |
2006[10]
Média |
33,66 (15º)
36,90 |
49,99 (16º)
52,08 |
2007[11]
Média |
46,41 (16º)
51,52 |
54,25 (18º)
55,99 |
2008[12]
Média |
37,13 (12º)
41,69 |
57,45 (25º)
59,35 |
[editar] Personalidades
-
No estado surgiram notáveis poetas e escritores brasileiros: Augusto dos Anjos (1884-1908), José Américo de Almeida (1887-1980),Membro da Academia Brasileira de Letras e José Lins do Rego (1901-1957), Membro da Academia Brasileira de Letras. Além destes escritores, também são paraibanos grandes cineastas brasileiros como Vladimir Carvalho e Walter Carvalho.
[editar] Teatro Santa Rosa
-
O mais importante teatro da Paraíba se concentra em João Pessoa, é o Teatro Santa Rosa, inaugurado em 3 de novembro de 1889, quando Francisco da Gama Rosa, um catarinense, era governador da Paraíba. O governante teve a sorte de inaugurar o teatro as vésperas de perder o mandato, já que doze dias depois seria proclamada a República.
Após a Proclamação da República, o primeiro governante republicano, Venâncio Neiva, chegou a mudar o nome do teatro para "Teatro do Estado". Este ato foi revogado. Outro ato governamental, foi que João Pessoa, candidato a vice-presidência na época, queria mudar a localização do teatro, pois considerava ali ser uma área já marginalizada. Ele foi assassinado antes de por em prática esse seu plano. Foi neste teatro, em uma assembléia, que formularam a bandeira da Paraíba, com suas cores preto e vermelho e o nome "nego" no centro. Foi também lá que em uma tumultuada sessão da Assembléia Legislativa da Paraíba, que mudaram o nome da capital Paraíba, para João Pessoa, em homenagem ao então falecido presidente.
Em mais de 116 anos, o teatro já teve várias reformas, mas nenhuma mudou o seu estilo arquitetônico, que é o greco-romano, com revestimento interno de madeira, tipo Pinho de Riga.
[editar] Teatro Municipal Severino Cabral
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Em Campina Grande o mais importante da cidade é o Teatro Municipal Severino Cabral, inaugurado no dia 30 de novembro de 1963, às 10 horas da manhã. Foi contruído por Severino Bezerra Cabral, prefeito de Campina que lhe deu nome. Às 21 h do mesmo dia, apresentou-se o ator e humorista José Vasconcelos, bastante conhecido no rádio e da TV brasileira. Com a inauguração do Teatro Municipal, a região ganhou uma importante casa de espetáculos.
Durante suas quatro décadas, o teatro serviu a produções artísticas tanto da Paraíba, quanto da própria Campina Grande. O teatro se encontra no centro da cidade, na Avenida Floriano Peixoto, a principal avenida do Centro. Sua arquitetura moderna tem inegável importância história, artística e patrimonial, tendo sido palco de eventos nacionais e regionais. O prédio já passou por duas reformas, a primeira delas foi em 1975, durante a administração do prefeito Evaldo Cavalcanti Cruz. A segunda durou em 24 de setembro de 1986 a 20 de abril de 1988, na gestão de Ronaldo Cunha Lima.
O prédio já passou por duas reformas, a primeira delas foi em 1975, durante a administração do prefeito Evaldo Cavalcanti Cruz. A segunda durou em 24 de setembro de 1986 a 20 de abril de 1988, na gestão de Ronaldo Cunha Lima.
[editar] Outros Teatros
- Teatro Ednaldo Egypto
- Teatro Lima Penante
- Teatro Paulo Pontes
- Teatro Ariano Suassuna
- Teatro de Arena
- Teatro Cilaio Ribeiro
- Teatro Rosil Cavalcante
- Teatro Municipal Geraldo Alverga
- Teatro Santa Catarina
- Cine Teatro Gadelha
- Teatro Santa Inês
- Teatro Minerva
- Teatro Íracles Pires
- Teatro Elba Ramalho
- Teatro Raul Prhyston
[editar] Museu de Artes Assis Chateaubriand
-
Museu de Artes Assis Chateaubriand, à esquerda, dentro da área do Parque do
Açude Novo
Um dos museus da Paraíba é o Museu de Artes Assis Chateaubriand, em Campina Grande, foi inaugurado em 20 de outubro de 1967 e funcionava inicialmente no prédio da reitoria da Fundação Universidade Regional do Nordeste - FURNe, atual Universidade Estadual da Paraíba. Em 1973 o museu foi transferido para o prédio da antiga cadeia, na Av. Floriano Peixoto, atual Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande. Somente no ano de 1976 foi que passou a ocupar seu espaço atual, dentro da área do Parque Evaldo Cruz (Açude Novo).
O edifício da reitoria da UEPB, onde funcionou o museu até 1973, foi restaurado em 1997, onde criou-se a Galeria de Arte com o objetivo de expor ao público as obras da fase de instalação do museu, restauradas. Mais de 90 quadros foram trazidos pelo jornalista Assis Chateaubriand para a cidade, de diversos artistas, dentre os quais: Pedro Américo, Cândido Portinari, Anita Malfatti, Ismael Nery e Antônio Dias.
[editar] Ver também
Referências
[editar] Bibliografia
- LIRA, Leandro de Lima, JÁCOME, Aluízio, OLIVEIRA, Andréia Benari, AZEVÊDO, Camila, SAMARA, Érica; História da Paraíba. Monografia de Ensino médio, Campina Grande, 1997.
- MIRANDA FREIRE, Carmem Coelho de; História da Paraíba: Período colonial e reino; Ed. Gráfica Universal; João Pessoa; 1974.
- PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPINA GRANDE; Memorial urbano de Campina Grande; Ed. A União; Campina Grande; 1996.
- RODRIGUES, Janete Lins; Cartilha paraibana: Aspectos Geo-históricos e folclóricos; Ed. Gafset; João Pessoa; 1993.
- NASCIMENTO FILHO, Carmelo Ribeiro do; Fronteira Móvel: os homens livres pobres e a produção do espaço da Mata Sul da Paraíba (1799-1881). Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Geografia do Centro de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), 2006.
- PONZI, Alfio; A Presença Italiana na Paraíba, Rio de Janeiro, Achaimé Ltda., 1989, pp. 210 (José Octavio de Mello, 4).
- HOUAISS, Antonio;Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa – versão 1.0. Editora Objetiva Ltda. Dezembro de 2001
[editar] Ligações externas