Antônio Aranha Alves
Informações pessoais | ||
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Nome completo | Antônio Aranha Alves | |
Data de nascimento | 4 de agosto de 1946 (78 anos) | |
Local de nascimento | Sorocaba (SP), Brasil | |
Informações profissionais | ||
Período em atividade | 1967–1977 (11 anos) | |
Posição | lateral-direito | |
Clubes de juventude | ||
Estrada Sorocabana FC | ||
Clubes profissionais | ||
Anos | Clubes | Jogos e gol(o)s |
1967–1974 1968 1972–1973 1973 1974 1975 1976 1977 |
EC São Bento → São Paulo FC (emp.) → Remo (emp.) → Atlético Mineiro (emp.) → Remo (emp.) Comercial-MS Sport Recife Comercial-MS |
43 (0) 18 (0) |
Antônio Aranha Alves (Sorocaba, 4 de agosto de 1946), mais conhecido como Aranha, é um ex-futebolista brasileiro que atuava como lateral-direito.
Carreira
[editar | editar código-fonte]Foi revelado na Estrada Sorocabana. Ainda em sua cidade natal, passou em 1967 ao São Bento. Chegou a ser emprestado ao São Paulo, sem sucesso: sua estadia no Tricolor não durou sequer os três meses acertados, irritado em não sair da reserva mesmo quando o titular se machucava, vendo-o ser substituído por zagueiros improvisados.[1]
Notabilizou-se nacionalmente no clube seguinte ao qual foi emprestado, o Remo, para onde foi levado pelo técnico João Avelino. Como jogador azulino, ganhou Bola de Prata da revista Placar, que o elegeu o melhor lateral-direito do Campeonato Brasileiro de 1972.[2][3] Aranha foi o primeiro jogador que, atuando por um clube da Região Norte do Brasil, recebeu a premiação. Posteriormente, ela também seria entregue a outro remista, o goleiro Edson Cimento, em 1977.[4] À altura da década de 2010, ambos seguiam sendo os únicos do futebol nortista que ganharam a premiação.[5]
Embora a eleição de Aranha tenha sido em dado momento criticada por João Saldanha (em 1977)[6], seu desempenho foi tão bom que Nelinho, antes de tornar-se um craque celebrado, era seu reserva[7].[8] Foi em função de lesão de Aranha nos jogos finais [9] que Nelinho conseguiu chances, tendo seu grande momento contra o Cruzeiro, que assim descobriu seu futuro ídolo.[7][8] A boa campanha remista gerou, por outro lado, um desmanche, e Aranha foi um dos que saíram imediatamente, assim como o próprio Nelinho.[10]
O São Bento pedia um preço alto demais por seu passe. Sondado na época por Flamengo, Botafogo e Athletico Paranaense, foi emprestado ao Atlético Mineiro, onde não se firmou.[1]
Voltou a ser emprestado ao Remo para disputar o Brasileirão de 1973.[1] Nele, participou de seu único clássico Re-Pa, um 1-1 no estádio do Remo. Foi o primeiro duelo entre a dupla paraense na história do Campeonato Brasileiro de Futebol.[11]
Em 1975, recebeu passe livre do São Bento e o alugou ao Comercial de Campo Grande.[1] À altura do fim de setembro de 1975, pela equipe sul-mato-grossense (na época, ainda no Mato Grosso) chegou a ser considerado o terceiro melhor lateral-direito do Brasileirão daquele ano na avaliação da Bola de Prata. Curiosamente, o líder na ocasião era outro remista, Rosemiro.[12]
Em 1976, jogou no Sport Recife.[13]
Além de jogador, também era técnico eletricista.[14] Casado e pai de quatro filhos, desde a década de 2000, tem paralisa parcial no lado esquerdo do corpo, em decorrência de um derrame.[15]
Em 2020, uma eleição oficial promovida pelo Remo entre torcedores escolheu Aranha como segundo maior lateral-direito do clube. Embora não superasse Marquinhos Belém, campeão brasileiro da Série C em 2005, vencedor com 34% dos votos, a porcentagem de 26,4% de Aranha colocou-o à frente de Rosemiro (24,8%), notabilizado por ter defendido a seleção brasileira olímpica ainda como atleta remista.[16]
Referências
- ↑ a b c d Abril, Editora (26 de setembro de 1975). Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril
- ↑ Abril, Editora (5 de janeiro de 1973). Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril
- ↑ Almanaque Abril. [S.l.]: Editora Abril. 1985
- ↑ A história da nossa Bola (19 mar. 1982). Placar n. 617. São Paulo: Editora Abril, p. 45
- ↑ RODRIGUES, Rodolfo (3 de dezembro de 2018). «Relembre as seleções da Bola de Prata, ano a ano, desde 1970». R7 Esportes. Consultado em 16 de outubro de 2023
- ↑ Abril, Editora (1 de abril de 1977). Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril
- ↑ a b Abril, Editora (novembro de 1994). Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril
- ↑ a b FERREIRA, Arthur (9 nov. 1973). Nelinho saca-rolha. Placar n. 617. São Paulo: Editora Abril, p. 12
- ↑ JOSÉ, Wilson (2 de março de 2017). «Danilo e Bryan lembram início de Nelinho e Aranha». O Tempo. Consultado em 26 de julho de 2017
- ↑ CALANDRINI, Moacir (5 jan. 1973. Remo, um time que acabou. Placar n. 617. São Paulo: Editora Abril, p. 32
- ↑ DA COSTA, Ferreira (2015). 1973. Remo x Paysandu - Uma "Guerra" Centenária. Belém: Valmik Câmara, pp. 122-124
- ↑ VI Bola de Prata (26 set. 1975). Placar n. 287. São Paulo: Editora Abril, p. 34
- ↑ Abril, Editora (20 de agosto de 1976). Placar Magazine. [S.l.]: Editora Abril
- ↑ SOUZA, Hélio de (26 set. 1975). Os operários do Comercial. Placar n. 287. São Paulo: Editora Abril, pp. 50-51
- ↑ «Aranha». Terceiro Tempo. Consultado em 26 de julho de 2017
- ↑ «Coração de Leão: Marquinhos Belém é eleito por torcedores o melhor lateral-direito do Remo». Globo Esporte. 1 de abril de 2020. Consultado em 16 de outubro de 2023