Estação Ferroviária de Caniços
Caniços
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Identificação: | 28100 CAN (Caniços)[1] | ||||||||||
Denominação: | Estação Satélite de Caniços | ||||||||||
Classificação: | ES (estação satélite)[1] | ||||||||||
Linha(s): | Linha de Guimarães (PK 34+904) | ||||||||||
Coordenadas: | |||||||||||
41° 21′ 48,68″ N, 8° 26′ 16,7″ O | |||||||||||
Município: | ![]() | ||||||||||
Serviços: | |||||||||||
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Coroa: | ZONA STR2 | ||||||||||
Equipamentos: | ![]() ![]() | ||||||||||
Website: |

A Estação Ferroviária de Caniços é uma interface da Linha de Guimarães, situada no lugar de Caniços, e que serve as freguesias de Bairro e Rebordões, no limite dos distritos de Braga e Porto, em Portugal.
Descrição
[editar | editar código-fonte]Encontra-se junto à localidade de Caniços, tendo acesso pela Estrada Nacional 310[2][3] (Rua Zeca Afonso).
Em Janeiro de 2011, possuía duas vias de circulação, ambas com 215 m de comprimento, e duas plataformas, que tinham ambas 150 m de extensão, e 90 cm de altura.[4]

História
[editar | editar código-fonte]Esta interface situa-se no lanço da Linha de Guimarães entre as estações de Trofa e Vizela, que entrou ao serviço em 31 de Dezembro de 1883, pela Companhia do Caminho de Ferro de Guimarães.[5]
Em 1927, a comissão técnica que tinha sido encarregada de estudar e rever o novo plano ferroviário para a área a Norte do Rio Douro propôs a construção de várias linhas, incluindo uma de Caniços ao Mogadouro, passando por Póvoa de Lanhoso, Cabeceiras de Basto, Arco de Baúlhe, Pedras Salgadas, Valpaços e Mirandela. Esta linha iria circular ao longo da região de Trás-os-Montes, ligando várias vias férreas ao longo do percurso.[6] A ideia de construir um caminho de ferro ao longo do vale do Rio Ave, partindo da estação de Caniços, já tinha sido anteriormente defendida por Brito Guimarães, presidente da Junta Geral do Porto, de forma a servir a faixa industrial ao longo daquele curso de água e ligar a Linha de Guimarães à região de Basto.[7] A linha transversal de Trás-os-Montes foi classificada em vários lanços separados, tendo ao de Caniços a Arco de Baúlhe sido atribuído o nome de Linha do Ave.[8] Porém, a linha não chegou a ser construída.[9]
Em 1932 foi organizado um comboio especial ao longo da Linha de Guimarães, para a inauguração do lanço entre a Senhora da Hora e Trofa, tendo parado na gare de Caniços, para o chefe de estado e a sua comitiva visitarem a central eléctrica.[10]
A Companhia de Guimarães foi fundida na Companhia dos Caminhos de Ferro do Norte de Portugal, que por seu turno foi integrada na Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses em 1947.[11]
Em 2004, a Linha de Guimarães foi reaberta após obras de modernização, que incluíram a mudança de bitola e a electrificação da via férrea, e a remodelação das estações ferroviárias.[12]
Ver também
[editar | editar código-fonte]- Comboios de Portugal
- Infraestruturas de Portugal
- Transporte ferroviário em Portugal
- História do transporte ferroviário em Portugal
Referências
- ↑ a b (I.E.T. 50/56) 56.º Aditamento à Instrução de Exploração Técnica N.º 50 : Rede Ferroviária Nacional. IMTT, 2011.10.20
- ↑ «Caniços-Linha de Guimarães». Infraestruturas de Portugal. Consultado em 20 de Janeiro de 2025
- ↑ «Caniços». Comboios de Portugal. Consultado em 20 de Janeiro de 2025
- ↑ «Quadro resumo das características da infra-estrutura». Directório da Rede 2012. Rede Ferroviária Nacional. 6 de Janeiro de 2011. p. 70-85
- ↑ TORRES, Carlos Manitto (16 de Março de 1958). «A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 71 (1686). Lisboa. p. 133-140. Consultado em 7 de Agosto de 2013 – via Hemeroteca Digital de Lisboa
- ↑ SOUSA, José Fernando de (1 de Março de 1935). «O Problema da Defesa Nacional pelo coronel Raul Esteves» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 47 (1133). p. 101-103. Consultado em 13 de Fevereiro de 2025 – via Hemeroteca Municipal de Lisboa
- ↑ SOUSA, José Fernando de (1 de Setembro de 1935). «Linha Férrea do Ave» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 47 (1145). p. 373-374. Consultado em 13 de Fevereiro de 2025 – via Hemeroteca Digital de Lisboa
- ↑ SOUSA, José Fernando de (1 de Junho de 1935). «A Crise Actual de Viação e os nossos Caminhos de Ferro de Via Estreita» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 47 (1139). p. 235-237. Consultado em 13 de Fevereiro de 2025
- ↑ MAIO, José da Guerra (16 de Março de 1949). «Reflexões sobre as novas linhas de Portalegre e do Tâmega». Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 61 (1470). p. 182. Consultado em 17 de Fevereiro de 2025 – via Hemeroteca Digital de Lisboa
- ↑ «A Visita do Chefe de Estado ao Norte e a Inauguração do Túnel da Trindade e Linha da Senhora da Hora à Trofa» (PDF). Gazeta dos Caminhos de Ferro. Ano 45 (1062). Lisboa. 16 de Março de 1932. p. 140. Consultado em 13 de Fevereiro de 2025 – via Hemeroteca Digital de Lisboa
- ↑ REIS et al, 2006:83
- ↑ REIS et al, 2006:202, 217
Bibliografia
[editar | editar código-fonte]- REIS, Francisco; GOMES, Rosa; GOMES, Gilberto; et al. (2006). Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006. Lisboa: CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A. 238 páginas. ISBN 989-619-078-X
Ligações externas
[editar | editar código-fonte]- «Fotografia da Estação de Caniços em 1991, no sítio electrónico Flickr»
- «Página sobre a estação de Caniços, no sítio electrónico Wikimapia»
- «Página sobre a estação de Caniços, no sítio electrónico da empresa Comboios de Portugal»
- «Página sobre a estação de Caniços, no sítio electrónico da empresa Infraestruturas de Portugal»